1ª
|
07.02.78
|
Caiboaté - São
Gabriel
|
400
|
A salvação do
índio está na consciência do branco
|
2ª
|
27.02.79
|
Vila Tiarajú - São Gabriel
|
3.000
|
Justiça para todos - Vamos salvar a Mãe Terra
|
3ª
|
19.02.80
|
Vila Tiarajú - São Gabriel
|
5.000
|
Alto lá, esta terra tem dono.
|
4ª
|
03.03.81
|
São Miguel das Missões
|
12.000
|
Saúde para todos
|
5ª
|
03.02.82
|
Encruzilhada Natalino- Sarandi
|
33.000
|
Povo unido jamais será vencido
|
6ª
|
15.02.83
|
Carlos Gomes
|
40.000
|
Água para a vida, não para a morte
|
7ª
|
06.03.84
|
Vila Santo Operário - Canoas
|
50.000
|
Terra e trabalho para que todos tenham vida
|
8ª
|
19.02.85
|
Tenente Portela
|
70.000
|
Os jovens e os Sem Terra em busca de pão e vida
|
9ª
|
11.02.86
|
Fazenda Nonoai - Sarandi
|
60.000
|
Terra de Deus, Terra de Irmãos.
|
10ª
|
03.03.87
|
Itaiba - Ibirubá
|
35.000
|
Terra repartida, vida garantida
|
11ª
|
16.02.88
|
Cascatinha - Pelotas
|
20.000
|
Ouvi o clamor deste povo
|
12ª
|
07.02.89
|
Caaró - Caibaté
|
60.000
|
Comunicar a verdade para libertar
|
13ª
|
27.02.90
|
Erveiras - Santa Cruz do Sul
|
40.000
|
Povo que luta defende a vida
|
14ª
|
12.02.91
|
Ibiraiaras
|
35.000
|
Das mãos do trabalhador, vida, luta e dignidade
|
15ª
|
03.03.92
|
Hulha Negra
|
25.000
|
Terra cultivada, caminho para a vida
|
16ª
|
23.02.93
|
Constantina
|
35.000
|
Organizando produção, semeamos libertação
|
17ª
|
15.02.94
|
Santo Antônio das Missões
|
20.000
|
Na solidariedade fazemos nossa a integração
|
18ª
|
28.02.95
|
Getúlio Vargas
|
38.000
|
Terra e organização, menos fome na população
|
19ª
|
20.02.96
|
Santa Rosa
|
31.000
|
Povo organizado constrói um novo Estado
|
20ª
|
11.02.97
|
São Roque - Antônio Prado
|
28.000
|
Vida na terra, terra da vida
|
21ª
|
24.02.98
|
Ivorá
|
25.000
|
Agricultura Familiar - resistência e alternativa
para o Brasil
|
22ª
|
16.02.99
|
Assentamento CERES -Jóia
|
28.000
|
Agricultura Familiar: trabalho, organização e
conquista
|
23ª
|
07.03.00
|
Casca
|
30.000
|
Agricultura Familiar: esperança, luta e
desenvolvimento
|
24ª
|
27.02.01
|
Jaboticaba
|
31.000
|
Agricultura Familiar: cooperação, vida e justiça
social
|
25ª
|
12.02.02
|
Bom Conselho - Sananduva
|
31.000
|
Jubileu de Fé na luta por uma terra sem males
|
26ª
|
04.03.03
|
Faxinal - Canguçu
|
20.000
|
Terra - Água - Alimento para a vida
|
27ª
|
24.02.04
|
Entre Rios do Sul
|
25.000
|
Água viva - Vida na terra
|
28ª
|
08.02.05
|
Linha Sítio - Cruzeiro do Sul
|
20.000
|
Nossas sementes, nossas raízes, nossa vida
|
29ª
|
28.02.06
|
Lagoa Bonita do Sul
|
15.000
|
A função social da propriedade
|
30ª
|
20.02.07
|
Pinheiro Bonito - São Francisco de Assis
|
15.000
|
Preservar terra e água: garantia de vida
|
31ª
|
05.02.08
|
Três Passos
|
15.000
|
Juventude - luta e resistência em defesa da Vida
|
32ª
|
24.02.09
|
Sapucaia do Sul
|
15.000
|
Água - Sangue da Terra
|
33ª
|
16.02.10
|
Santa Maria
|
12.500
|
Quilombos: terra, trabalho e inclusão
|
34ª
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08.03.11
|
Assentamento Conquista da Fronteira – Candiota
|
12.000
|
Do clamor da terra a esperança vida
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35ª
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21.02.12
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Santo Cristo
|
15.000
|
Agricultura
Familiar Camponesa - vida com saúde
|
36ª
|
12.02.13
|
Bento
Gonçalves
|
12.000
|
Terra, Vida e Cidadania
|
37ª
|
04.03.14
|
Assentamento
Lagoa do Junco - Tapes
|
8.000
|
Reforma Agrária, Cooperação e Agroecologia
|
38ª
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17.02.15
|
David
Canabarro*
|
-
|
Sucessão Rural Familiar, Políticas Públicas
e Sustentabilidade Social
|
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Quadro das 38 edições da Romaria da Terra no RS
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Ano Internacional da Agricultura Familiar, Camponesa e Indígena
2014 foi declarado pela ONU o Ano Internacional da Agricultura Familiar, Camponesa e Indígena. Em reconhecimento à importância dessa atividade para a produção sustentável de alimentos, a segurança alimentar e a erradicação da pobreza, a Câmara dos Deputados promoverá uma série de eventos especiais.
Confira a programação em www.camara.leg.br/cdh
Clique nas imagens para ampliar...
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Celebrar os frutos da Terra na 37ª Romaria da Terra
por Padre Léo Hastenteufel*
Celebramos no dia 04 de março, na Terça de Carnaval a 37ª Romaria da Terra, no Assentamento Lagoa do Junco, em Tapes. Foi um dia bem celebrativo. Com a celebração do mistério central da nossa fé cristã, cuja memória nos faz viver, colocamos a nossa caminhada em oração. Agradecemos e bendizemos ao Senhor pelas conquistas, pelo múltiplos acertos. Pedimos perdão pelas fraquezas humanas. Reafirmamos nossa fé e a nossa disposição de fidelidade ao Senhor, ao seu projeto de vida e salvação para todos. Que saibamos atender bem pastoralmente os múltiplos assentamentos de colonos em nossa Arquidiocese de PoA!
Uma das necessidades básicas da vida humana é saciar a fome. Alimentar-se sempre foi uma preocupação. Garantir alimentos para todos e em todo tempo. Ultimamente, a preocupação é alimentar-se adequadamente, de forma saudável. Trata-se de saber selecionar os alimentos. Ver a procedência e analisar os rótulos da validade dos alimentos em nossos supermercados. Fala-se muito em alimentação balanceada. Portanto, é sempre um tema atual. Alimentar-se, mas de forma saudável. Não seriam as muitas doenças atuais em decorrência do descuido da alimentação? A industrialização dos alimentos em suas diversas marcas de enlatados com conservantes não seriam responsáveis? Podemos apreciar produtos artificiais, mas as comidas artificiais são uma negação da nossa natureza orgânica. Os alimentos devem ser naturais. Que em nossos diversos grupos de pastoral saibamos divulgar e propor uma alimentação mais saudável!
A Romaria da terra sempre nos liga à terra. Através da Romaria voltamos à mãe terra, ao espaço sagrado da terra que alimenta a vida. Ela é sagrada e muito generosa. É dom de Deus. Precisa ser respeitada e amada. Amar a terra é reconhecer os seus diferentes processos e ciclos da natureza. Voltar à terra é encontrar o homem e a mulher que nela trabalham. Somente o agricultor e a agricultora podem fornecer alimentos de qualidade para o mundo. A Romaria quer resgatar a produção saudável. Suscitar uma nova consciência. Alimentos saudáveis são aqueles que foram produzidos sem venenos e nem a partir de sementes trangênicas. São naturais e não artificiais. O cuidado com as sementes crioulas é uma prática milenar que precisa ser resgatada. A Romaria nos ajuda a amar e a respeitar a mãe terra!
Particularmente, aprendemos em Tapes o jeito novo de organização dos colonos. A mãe terra produz muita vida e saúde nestes campos. Muito particularmente conhecemos a Agroecologia. Uma experiência inédita. Colonos atentos para fazer produzir a agricultura, respeitando a casa, o planeta, e os moradores desta “grande casa”, toda biodiversidade. Colonos industrializando a própria produção. Colonos oferecendo alimentos saudáveis, sem agrotóxicos, de primeira linha. Os jovens se empregando na agroindústria do assentamento. Isto tudo exige muito trabalho e muita organização interna. Com a fé e o espírito cooperativo se consegue muitos e bons resultados. Agradecemos o belo gesto da distribuição gratuita do arroz integral.
* Pe. Léo Hastenteufel é Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Porto Alegre
Faz escuro mas eu canto
(Thiago de Mello)
Faz escuro mas eu canto,
porque a manhã vai chegar.
Vem ver comigo, companheiro,
a cor do mundo mudar.
Vale a pena não dormir para esperar
a cor do mundo mudar.
Já é madrugada,
vem o sol, quero alegria,
que é para esquecer o que eu sofria.
Quem sofre fica acordado
defendendo o coração.
Vamos juntos, multidão,
trabalhar pela alegria,
amanhã é um novo dia.
Faz escuro mas eu canto,
porque a manhã vai chegar.
Vem ver comigo, companheiro,
a cor do mundo mudar.
Vale a pena não dormir para esperar
a cor do mundo mudar.
Já é madrugada,
vem o sol, quero alegria,
que é para esquecer o que eu sofria.
Quem sofre fica acordado
defendendo o coração.
Vamos juntos, multidão,
trabalhar pela alegria,
amanhã é um novo dia.
Rumo ao IV Congresso Nacional da CPT
Faz escuro, mas eu canto
Memória, rebeldia e esperança dos pobres do campo
Nesta edição abrimos uma página para nos colocar em sintonia com o IV Congresso Nacional da CPT, que vai se realizar no próximo ano, quando a CPT completa 40 anos de existência.
A CPT surgiu em 1975, fruto da indignação de pessoas ligadas à igreja, diante da violação dos direitos de povos indígenas e de comunidades de posseiros que tinham seus territórios invadidos por grandes empresas que se estabeleciam na Amazônia, com o apoio e estímulo dos governos militares, que concediam a elas fartos incentivos fiscais para ali se estabelecerem. E se estabeleciam com a exploração do trabalho de milhares de trabalhadores de outras regiões, que foram submetidos a condições semelhantes à de escravos.
Hoje a situação dos homens e mulheres do campo não é melhor do que naquele tempo. Vive-se um período em que poucas luzes se descortinam no horizonte. Mas, a determinação e a garra permanecem. Por isso foi escolhido como tema/lema do IV Congresso da CPT: FAZ ESCURO, MAS EU CANTO, Memória, Rebeldia e Esperança dos pobres do campo.
Os Congressos da CPT
A decisão de realizar Congressos foi tomada na assembleia geral da CPT em 1999, no bojo de um processo de avaliação da Pastoral. Nesta oportunidade estabeleceu-se que os Congressos deveriam definir os grandes eixos da ação da CPT e que a maior parte dos participantes deveria ser de trabalhadores. Os congressos se tornaram o espaço privilegiado para a CPT ouvir os trabalhadores, suas angústias, a pressão que sofrem e também suas conquistas. Ouvir deles também o que pensam da própria CPT, o que dela esperam. Já se realizaram três Congressos. O primeiro em Bom Jesus da Lapa, Bahia, em 2001, o segundo, em 2005, na Cidade de Goiás e o terceiro, em Montes Claros, Minas Gerais, em 2010.
Rondônia acolherá o IV Congresso
O IV Congresso se realizará na Amazônia, em Porto Velho, RO, em 2015, quando se comemoram 40 anos da CPT. Foram os conflitos na Amazônia, que se avolumavam a cada dia, que levaram a Igreja a constituir uma comissão para interligar, assessorar e dinamizar os trabalhos que diversas dioceses faziam para apoiar os trabalhadores e trabalhadoras do campo que sofriam violências e tinham seus direitos desrespeitados. Em julho de 2015 armaremos nossas tendas em Porto Velho, Rondônia, na Amazônia.
Rondônia é fruto da colonização promovida pela ditadura militar e pela política neoliberal de mercado. Está situada numa das vias de penetração e encruzilhada da Amazônia. Para Rondônia migraram milhares de famílias brasileiras em busca de novas oportunidades de vida: terra, emprego e negócios.
Porém, a ocupação desordenada e caótica teve como resultado a devastação ambiental e o acuamento das comunidades tradicionais. Quilombolas, ribeirinhos e indígenas ainda continuam com boa parte dos seus territórios tradicionais violentados, sem serem reconhecidos e demarcados. Rondônia tem uma das mais altas taxas de deflorestação da Amazônia, estimada entre 30 e 35%. Boa parte destas áreas, desmatadas em poucas décadas, hoje são pastos já degradados, tendo como consequência a destruição de igarapés e nascentes e o assoreamento dos rios.
Esta ocupação foi acompanhada também de uma injusta distribuição de terras agrícolas. O latifúndio ocupa um terço das áreas de produção agrícola, com ocorrências de trabalho escravo, retirada ilegal de madeira e grilagem de terras. O que tem gerado um permanente conflito fundiário. Por isso violência e repressão continuam de forma acentuada até hoje. Para os pequenos agricultores as dificuldades de acesso à educação, saúde, transporte e de sobrevivência no campo tem provocado grande êxodo rural, especialmente da juventude, em direção às cidades, ao exterior ou a novas fronteiras agrícolas do estado de Amazonas e Mato Grosso. Desta forma continua o ciclo de desmatamento e devastação ambiental.
Os ciclos de exploração natural da madeira, da pecuária e dos garimpos de ouro, cassiterita e diamantes, estão sendo rapidamente sucedidos pelos novos projetos de “desenvolvimento”. A construção das usinas hidrelétricas do Madeira, obras emblemáticas do PAC governamental já em fase de conclusão, não deixa de mostrar novos impactos, mazelas e opressão para os operários, ribeirinhos, assentados e populações urbanas. Enquanto isso, avançam rapidamente as monoculturas de arroz, soja, milho e eucalipto, impulsionadas pelas hidrovias e vias de escoamento da produção de grãos destinados à exportação.
Neste contexto:
•ganham visibilidade as comunidades tradicionais, como os quilombolas e povos indígenas;
•continua a luta por reforma agrária, promovida por diversas organizações camponesas, com teimosos acampamentos e ocupações de terra, enfrentando a inoperância do INCRA e do Terra Legal, a violência, a criminalização de lideranças e a repressão judicial e policial;
•as diversas organizações do campo e da cidade tentam um processo de unificação das lutas;
•forma parte das iniciativas de resistência camponesa e de esperança, a promoção tenaz e decidida da agroecologia, com sistemas de produção agrícola sem uso de veneno e mais adequadas ao bioma amazônico;
•resiste um modelo eclesial ecumênico comprometido com a realidade do povo e dos pobres da terra, formado pelas CEB’s e comunidades evangélicas, que se dedicam a promover a vida humana e a vida natural em todo o esplendor da Criação, e o crescimento do Reino de Deus nesta região privilegiada da Amazônia.
Setor de Comunicação da Secretaria Nacional da CPT e Coordenação do IV Congresso Nacional da CPT.
Fonte: Jornal Pastoral da Terra, edição 215 Ano 39.
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