segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Francisco dos Santos

A Comissão Pastoral da Terra do Rio Grande do Sul  - CPT-RS se solidariza com a comunidade Kaingang que vive um momento de dor e perda com a morte do líder Francisco dos Santos. 
Em sua homenagem, reforçamos nosso compromisso com as causas indígenas no Rio Grande do Sul e no Brasil. Nos somamos ao seu povo para manter vivos os valores expressos na voz de Francisco, que sempre defendeu a vida em harmonia entre o ser humano e a natureza. 
Francisco, continuamos a tua e nossa luta em defesa da terra, para que ela não seja envenenada nem acumulada em poucas mãos; Continuamos a tua e nossa luta em defesa das matas e das águas e pelo direito dos povos.
CPT-RS
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Na luta pela terra e por um mundo mais justo, perdemos um grande lutador!

Francisco dos Santos, liderança Kaingang do Rio Grande do Sul, morreu na manhã desta segunda-feira, 17 de agosto de 2015. Ele sofria de câncer no pulmão.
Seu Chico, como era conhecido, tinha 53 anos e, desde o final da década de 1980, lutava na região metropolitana de Porto Alegre, juntamente com centenas de famílias indígenas, pelo direito a um pedaço de terra para viverem e pela garantia de espaços públicos onde pudessem comercializar os seus produtos, especialmente os artesanatos e as cestarias de taquara e cipó. 
Na luta pelo direito de viverem nos espaços urbanos os Kaingang sempre foram duramente perseguidos e questionados sobre o porquê os "índios queriam viver na cidade, se o lugar de índio era na mata"? Seu Chico em sua sabedoria sempre respondia que a terra foi dada a todos os seres e que os colonizadores chegaram e foram se apossando de tudo, tirando um direito que era comum. E, ao se apossarem da terra, construíram sobre ela as cidades, destruíram as matas, os seres que viviam nas matas e contaminaram as águas. Mas antes destes colonizadores os Kaingang já viviam na terra e nunca se distanciaram dos lugares onde os umbigos dos antepassados foram enterrados. As autoridades não aceitam este argumento e, em geral, a sociedade dominante também se nega a entender e acolher os indígenas como parte da terra, da natureza e como partícipes do cotidiano nos espaços urbanos.
Nos debates que travava contra aqueles que faziam oposição a presença indígena em Porto Alegre, São Leopoldo, Canela, Farroupilha, Lajeado, Estrela e tantos outros lugares, Seu Chico sempre dizia  se sentir mais  índio na cidade do que nas reservas criadas para confiná-los, pois nos espaços urbanos ele lutava para resgatar e retomar o que lhes tiraram.
Seu Chico preocupou-se muito com a cultura Kaingang, com seus costumes, crenças, com a manutenção da língua, ou do idioma como ele mesmo falava, aspectos fundamentais para fortalecer o sentido de povo. Em função desse pensamento de Seu Chico e de outras lideranças, nas áreas que foram sendo criadas ou estão em processo de demarcação, a cultura Kaingang é valorizada, seu modo de ser é vivenciado no cotidiano e as crianças crescem aprendendo, em primeiro lugar, a língua Kaingang.  
Seu Chico, nos últimos anos, envolveu-se fortemente na luta pela demarcação dos territórios indígenas, participando em reuniões, mobilizações, protestos contra a política de paralisação das demarcações de terras. Esteve por diversas vezes em Brasília juntamente com outras lideranças do Brasil dialogando com autoridades federais para que os direitos consolidados na Constituição Federal fossem assegurados e não destruídos por parlamentares ou governantes que defendem exclusivamente interesses econômicos.
Perdemos nesta vida um grande lutador, mas recebemos dele ensinamentos que se eternizam junto aos militantes das causas indígenas, quilombolas, sociais e ambientais. Causas que ele sempre articulava, pois dizia que as lutas não podiam ser isoladas, mas tratadas em conjunto. No mês de maio participou de uma reunião em Porto Alegre, no Quilombo dos Silva, onde expressou o sentimento de que indígenas e quilombolas são, entre os que sofrem, aqueles que mais foram agredidos, perseguidos, escravizados e os que, na atualidade, têm seus direitos ameaçados por  governos,  políticos e juízes que deveriam respeitar e cumprir a lei. Por isso, afirmava ele, “não podemos fraquejar, temos que manter a união e enfrentar os nossos inimigos em comum”. 
Francisco dos Santos foi o nome dado a ele em português, mas em Kaingang os Kujã o nomearam como sendo Rôkag, que na tradução significa "Homem de boas ideias". Ao longo de sua vida Rôkag nos deixou ensinamentos e ideias que precisam ser valorizados: cuidar da terra, cuidar das matas e de todos os seres nelas existentes. Para Rôkag todos os seres são relevantes para a vida. Dizia ele que as plantas existem porque tem a função de alimentar, proteger, servir de abrigo, remédios. A água é como se fosse o nosso sangue, por isso deve ser protegida, limpa, pura. E a terra é nossa mãe e sobre ela não precisamos nem falar muitas coisas, pois quem é que quer agredir a mãe, matar a mãe, envenenar a mãe? Somente aqueles que não a merecem.
Porto Alegre, 17 de agosto de 2015.

Conselho Indigenista Missionário - Regional Sul.

sábado, 25 de julho de 2015

É tempo de Acordar, levantar e caminhar!!!

“Erga a cabeça colono, vá em frente por que força não te falta”

O que podemos dizer agora mais do que nunca é, erga a cabeça colona e colono, se organizem e vão à luta, por que força não lhes falta. Certamente a maioria dos camponeses e camponesas estão como juntas de bois mansos pois não sabem a força que têm. O objetivo da conversa é provar que quando cruzamos os braços e não fazemos nada as coisas cada vez mais vão piorando.
É fácil “bater no governo” dizer que está mal, que o produto não tem preço, e assim tantas outras reclamações e com razão. Mas a pergunta é? O que estamos fazendo para mudar isso? Estamos em nossas casas como bois mansos e aceitando a “canga que nos põe no pescoço”? Ou estamos reagindo?
Quando falamos em luta nos referimos à luta não apenas a luta individual, mas a luta em defesa da causa comum, o direito de todas e todos os camponeses deste país. Não podemos pensar apenas na minha ou no meu. Há uma luta muito maior que é por sobrevivência, onde todos se salvam ou todos morrem. Esta realidade nos exige sair da mansidão e do comodismo e enfrentar os problemas. Fazer como diz um Frei Franciscano amigo e apoiador da causa, “os problemas só se resolvem se a gente enfrenta de frente e não corta voltas ou foge deles”.
Jamais posso me contentar e ficar tranqüilo quando eu e minha família temos tudo o que precisamos. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra dão um exemplo de solidariedade na luta do dia a dia, as famílias assentadas não param de lutar, pelo contrário se motivam mais, pois enquanto há famílias que não tem terra eles e elas caminham juntos para que estas famílias também tenham aquilo que nós já conquistamos.
Perdemos quase tudo: a nossa terra está cada vez menor, nossas sementes as multinacionais levaram, nossa saúde está se indo com os venenos e transgênicos, nosso conhecimento está cada vez menor, nossas águas o “deserto verde” dos eucaliptos está sugando, nossa dignidade também está indo...Opa!É tempo de acordar, abrir os olhos e recuperar o tempo perdido. Já dormimos na palha demais! 
Acordar, levantar e caminhar!
É com alegria que mais uma vez a Comissão Pastoral da Terra convoca camponesas e componeses de todo o Brasil a sair de casa, reagirem a violência e a opressão impostos pelo modelo de morte do “capetalismo”.
Por fim, é preciso termos clareza de que os motivos que nos unem devem ser e são infinitamente maior do que as “picuinhas” ou fofoquinhas que nos separam. Quando encaramos deste jeito fica mais fácil lutar e viver neste mundo.
Façamos do mês de julho o tempo de “ACORDAR, LEVANTAR E CAMINHAR”!!!

Comissão Pastoral da Terra do Rio Grande do Sul 
CPT-RS

Proposta de celebração para o Dia da Agricultora e do Agricultor

*Ambiente: Organizar um ambiente com símbolos que identifique a vida dos pequenos agricultores e agricultoras (ferramentas, frutos da terra, sementes, chapéu...).Podemos motivar as pessoas a trazerem de suas propriedades, sementes para troca e pão para a partilha.
Formar um círculo, onde todos e todas possam se enxergar de frente.

*Acolhida: Hoje é um dia muito especial, pois estamos reunidos para celebrar o dia do agricultor e da agricultora.Dia de lembrar de nossos antepassados, de louvar a vida dos pequenos que semeiam a terra e de denunciar as injustiças contra os camponeses (índios, imigrantes, quilombolas, sem-terras).
O alimento que chega a mesa de mais de 70% dos brasileiros e brasileiras, é fruto do suor e das mãos calejadas de camponeses e camponesas de todo Brasil.
Acolhemos com alegria, agricultores, agricultoras, crianças e jovens da roça de nossa comunidade.

*Canto: Bem vindo irmão, bem vinda irmã, você completa nossa alegria, sinta-se bem, seja feliz em nossa companhia...

*Motivar as pessoas a fazerem o sinal da cruz: Preparar um pouco de barro, onde de dois a dois farão o sinal da cruz um na testa do outro.

*Momento de perdão: Em forma de denúncia (motivar também denúncias espontâneas, de fatos tristes na vida camponesa de nossa comunidade, denúncias de injustiças.).
-Denunciamos todas as injustiças e o descaso das autoridades contra mulheres e homens da roça.
-Denunciamos os venenos e sementes transgênicas que são produzidas por grandes empresas multinacionais que contaminam o meio ambiente, destruindo a vida.
-Denunciamos a falta de políticas agrícolas adequadas a valorizar a produção de alimentos.
-Denunciamos o “deserto verde” (monoculturas de eucaliptos, pinos), que além de poluir, esgotam as nossas águas, expulsam famílias da terra e concentram grandes áreas que poderiam ser utilizadas pelos pequenos para produzir comida.
-Denunciamos o sistema de morte que individa os camponeses e depois reprênde-os com a polícia (exemplo de um agricultor que foi algemado a própria carroça pela polícia a mando da fumageira enquanto seu fumo foi saqueado).
-Denunciamos pelas vezes que não damos oportunidades de vida melhor aos jovens da roça.
-Denunciamos a nossa própria falta de união que atrapalha a luta.
-Refrão – Cristo tende piedade de nós (repetido após cada denúncia).

*Momento de glória: Em forma de anúncio das vitórias e coisas boas (espontâneas e locais...)
-Anunciamos que mais de 70% dos alimentos produzidos no Brasil é fruto do trabalho de camponeses de todo o Brasil.
-Anunciamos que a força, coragem e união dos agricultores e agricultoras é capaz de melhorar suas vidas na roça.
-Anunciamos que a agroecologia é solução para melhorar a situação da agricultura brasileira.
-Anunciamos que o cultivo de sementes crioulas é garantia de soberania para as famílias camponesas.
-Anunciamos a organização dos camponeses e camponesas em Movimentos Sociais.
-Anunciamos a boa colheita que realizamos neste ano.
           
*Canto de louvor: Nossa alegria é saber que um dia, todo este povo se libertará, ....

*Oração: Deus pai e mãe, criador da vida, dai-nos força e coragem pára continuarmos produzindo firmes e com saúde a mãe terra.Missão delegada a nós por Deus.

*Leitura bíblica: (Ex 1, 8-14) “A opressão paralisa o povo”.
Esta leitura do êxodo narra a passagem do povo de Deus pela opressão do Faraó.Se voltarmos para a nossa realidade, nosso povo (especialmente agricultores ), passa por uma profunda opressão.Mas o povo resiste assim como os camponeses lutam para resistirem as injustiças impostas pelos Faraós de hoje (...).

*Canto: Entrada da bíblia em procissão – “A palavra de Deus vem chegando vem, ....”.

*Evangelho: (Mt 7, 15-20) “Cuidado com as falsas promessas”.
O Evangelho de Mateus vem fazer uma alerta ao povo “Cuidado com as falsas promessas”.Cuidado do Lobo que vem vestido de cordeiro.Se olharmos atualmente podemos tentar identificar o falso profeta, que está vestido de cordeiro sobre tudo na atual conjuntura há muitos lobos que enganam os agricultores e agricultoras.

*Partilha da palavra: privilegiar um momento bom para debate e trocas de idéias e a luz da Palavra de Deus apontar os problemas e alternativas que podemos construir.

*Oferendas: Procissão dos pães para a partilha.Bênção e partilha do pão trazido pelos participantes.

*Compromisso assumido: Motivar a comunidade a assumir compromissos comuns;
Neste dia gostaríamos de assumir alguns compromissos que possam melhorar a nossa vida como agricultores e agricultoras.
Nos comprometemos a denunciar toda e qualquer injustiça contra famílias de agricultores e agricultoras de nossa comunidade.
Desenvolver uma experiência concreta de sementes crioulas e agroecologia em nossa comunidade.
Cuidar de nossas águas (colocar a proposta das cisternas como alternativa ).
           
*Bênção: O Senhor Deus pai nos abençoe e proteja, esteja em nossa frente para guiar, ao nosso lado para proteger, atrás para resguardar e acima para nos abençoar.Deus pai e mãe abençoes nossas famílias de agricultores e agricultoras e dê força para que continuem caminhando.Ele que é pai, filho e Espírito Santo.Amém.

*Canto: Somos gente nova, vivendo o amor, somos povo semente da nova nação, ê ê...

Comissão Pastoral da Terra do Rio Grande do Sul 
CPT-RS

Agricultores e agricultoras - Milênios de existência

Neste mês queremos dedicar uma página especial aqueles e aquelas que praticam uma das atividades mais antigas do planeta. A arte de cultivar a terra e produzir alimentos. A arte de fazer agricultura é desenvolvida a mais de 12.000 anos e tem como protagonistas desta história, o agricultor e a agricultora. 
Embora tão antiga, a agricultura continua importante e atual quanto o instante em que foi descoberta, do mesmo modo como os agricultores e agricultoras continuam desempenhando este ofício com responsabilidade e sabedoria.
Para termos uma noção da importância dos pequenos agricultores em nosso país, acompanhamos o quadro com dados da produção (alguns itens), segundo fontes do Censo Agropecuário do IBGE – 1995/6 Org.Oliveira, A.U.

Brasil – Distribuição do volume de produção.
  Produtos
Pequena propriedade
Média propriedade
Grande propriedade
Milho em grão
Feijão(1ª,2ª e 3ª safras)
Soja em grão
Trigo em grão
Leite
Uva para vinho
Suínos
Banana
Fumo em folha
54,4%
78,5

34,4
60,6
71,5
97,0
87,3
85,4 %
99,5
34,8%
16,9

43,7
35,2
26,6
3,0
11
13,6%
0,5
10,8%
4,6

21,9
4,2
1,9
zero
1,7
1,0%
zero
Este quadro prova que a maior percentagem dos alimentos que chegam até a mesa dos brasileiros, são produzidos nas pequenas e médias propriedades brasileiras.

Basta olhares para a realidade dos pequenos agricultores de sua cidade e verás a situação que estão submetidos e logo perceberás que eles estão sendo severamente excluídos encontrando-se em situação muito difícil, fruto de uma agricultura de morte que envenena a natureza e o próprio agricultor, submetidos ao controle de algumas grandes empresas multinacionais que detém o controle e ficam com o lucro.

Apesar de toda esta situação os camponeses se organizam e buscam saídas.

A força dos camponeses está na produção de alimentos. É próprio dos camponeses e camponesas saberem fazer de tudo, entender de carpintaria, ser pedreiro, fazer cabos para ferramentas, domar animais, inventar ferramentas, fazer a farinha e o pão, o queijo, produzir as próprias sementes, conhecer a natureza, enfim,  produzir uma vasta lista de alimentos na propriedade transformando-a em um celeiro de produção de alimentos, legado herdado dos antepassados e que normalmente deve ser transmitido a seus filhos e filhas.
Esta característica mantém os camponeses fortes. Dificilmente pegamos os agricultores de surpresa, sem comida em casa, se isto acontecer é por que algo está errado.
A força dos pequenos agricultores e agricultoras está na sabedoria de produzir os próprios alimentos, nas técnicas próprias de produzir sementes também próprias, na criatividade e na própria capacidade de tocar em frente a propriedade de forma independente. Mas principalmente a força camponesa está na união. Sozinhos somos fracos, mas unidos somos fortes.

Oldi fala sobre o dia do agricultor e da agricultora

Para Oldi o significado do Dia do Agricultor e Agricultora – “Tem sentido para resgatar a história dos pequenos agricultores e agriculturas, sua importância e valor para o mundo. Chamo atenção para que eles se dêem conta de que são muito importantes, especialmente por que o que produzem é de suma importância para todos e todas neste país e planeta. É de interesse de todo o mundo, a final sem alimento ninguém vive”.
“Não é um dia apenas de festa e de comemorações, mas também de celebrar a vida, as conquistas e arregaçar as mangas e ir para a luta, sobre tudo quando a conjuntura aperta como está hoje”.

A situação dos pequenos agricultores e agricultoras – “A conjuntura não favorece os pequenos em geral, especialmente agricultores, e isto não é nenhuma novidade. Pode perguntar para qualquer agricultor e ele saberá dizer onde está errado, onde está o problema. Desde muito tempo a conjuntura favorece apenas os grandes. É um absurdo que uma família de agricultores trabalhe tanto, não consegue vender a produção e muito menos decide o preço do quilo de feijão, do leite, da arroba de fumo,..etc. Não bastasse isso ainda querem mexer na Previdência dos agricultores, ou seja, estão achando que os agricultores se aposentam muito novos e o custo para os cofres públicos é muito alto e por isso querem, que a mulher da roça se aposente com 60 anos e o homem com 65 anos. Atualmente a mulher agricultora se aposenta aos 55 e o homem aos 60, não queremos que mexam nisso. Mas para que não mexam temos que botar os pés na estrada, ir para Brasília, nos mobilizar ou do contrário eles mexerão.”

Tem saída esta situação?
“Depende de nossa força, se nos unirmos e enfrentarmos encontraremos saídas. Agora se esperarmos de braços cruzados ou ficarmos chorando em volta do fogão, reclamando que ta ruim, e não sairmos de casa para se mobilizar, aí realmente estaremos em um beco sem saídas. Eu acredito que os movimentos sociais organizados irão fazer a mudança, mas para isso é preciso reunir cada vez mais agricultores e agricultoras para que a luta seja mais forte e as conquistas venham logo. Não espere pelos Sindicatos de Trabalhadores Rurais eles estão bem acomodados, não farão mais nada do que manter as estruturas e não nos representam mais, infelizmente.”

Para finalizar – “Agricultores e agricultoras acreditem nas próprias forças, e se juntem aos movimentos sociais populares. Garanta a produção primeiro para o auto-consumo de tua família, produza a própria semente, participe de feiras livres e opte pela produção agroecológica e diversificada. Invista na juventude, nos próprios filhos.”

Comissão Pastoral da Terra do Rio Grande do Sul 
CPT-RS

terça-feira, 2 de junho de 2015

Reforma Agraria como fator para superação das desigualdades sociais

A Comissão Pastoral da Terra – CPT/ RS juntamente com o Conselho Missionario Indigenista – CIMI Sul promove no dia 08 de junho Seminário Estadual “Igreja e Reforma Agraria” com objetivo de discutir a importância da questão agrária “como fator para superação das desigualdades sociais”. 
Lembrando papa Francisco aos movimentos populares, em outubro/2014, quando o pontífice recorreu à Doutrina Social da Igreja e afirmou que “a reforma agrária torna-se por conseguinte, além de uma necessidade política, uma obrigação moral”; o Seminário torna- se ocasião de representantes de movimentos sociais e entidades que atuam na mobilização pela reforma agrária aprofundarem interpretações, debateram propostas para enfrentar os desafios econômicos e sociais do campo e consolidar, espaços de debate e diálogo sobre os direitos dos povos indígenas, quilombolas e dos pequenos agricultores no Rio Grande do Sul.
O encontro também conta com a parceria da Escola Superior de Teologia Franciscana – ESTEF, local que acolherá os participantes.

Programação:
8h – Credenciamento
8h30 -  Abertura – realizada pelo povo indígena
9h – Roda de Conversa (mediadores: Comissão Pastoral da Terra e CIMI)
“A posição da Igreja quanto a Reforma Agraria a partir do Doc. 101 CNBB” – Wilson Dalagnol
“A presença feminina na construção da reforma agraria” – MMC
 “Celebrar os frutos da Reforma Agraria” - Antonio  Prestes Braga, Agroecologo – MST
 “As Comunidades Indígenas  na luta pela Reforma Agraria.” CIMI
“As comunidades Quilombolas na luta pela Reforma Agraria” - Vera Regina Santos Triumpho  
“O direito à Reforma Agraria” – Jacques Affonsin
“Os desafios para o diálogo com os segmentos afetados pelas demarcações de terras indígenas e quilombolas” – Sergio Görgen
12h – intervalo para almoço
13h30 – Compromissos diante dessa realidade e partilha de propostas
17h encerramento – realizado pelo povo quilombola



INCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: 
cptdors@gmail.com ou cptrs@portweb.com ou (54) 9912 5146 com Simonne
  
ENDEREÇO ESTEF: 
Rua Tomás Edson, 212 - Partenon, Porto Alegre, Rio Grande do Sul 

Para ir de ÔNIBUS – da Rodoviária de Porto Alegre -  Linha 255 “Caldre Fião”, descer em frente a Escola Rainha do Brasil, caminhar duas quadras pela Tomas Edson. (as partidas da Rodoviária de Porto Alegre são a partir de 5h57min, com intervalos de 30 minutos entre as viagens, o custo da passagem é de R$3,25)

Não há custos com inscrição. Cada participante se responsabiliza pelas despesas com alimentação e deslocamento.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Encontro de Sementes Crioulas de Arroio do Meio alcança sua 8ª edição

Desde 2008, Arroio do Meio realiza encontros anuais das sementes crioulas. São convidados a participar todos aqueles que buscam resgatar sementes, ajudando na preservação e tirando proveito da superioridade alimentar e da rusticidade delas.

Estamos te convidando para o 8º Encontro de Sementes Crioulas de Arroio do Meio que irá ocorrer no próximo dia 28 de maio de 2015, quinta-feira no Salão Paroquial da Comunidade Católica de Arroio do Meio. O horário é das 13:30 às 16 h, com recepção a partir das 13h e o tema será “a importância dos insetos polinizadores”.

Para termos sementes, é necessário que haja polinização das flores e, para a maioria das espécies, isso só acontece com a ajuda dos insetos. Dentre os agentes polinizadores, as abelhas nativas têm um papel destacado e sobre este assunto a Engª Agrônoma Andréia Binz, da Emater de Lajeado e da Associação dos Meliponicultores fará uma abordagem. Ao final, haverá degustação de mel para os interessados.

O encontro é um importante momento de trocas e, portanto, os participantes são convidados a trazer sementes e mudas crioulas para trocar. Também é um momento de confraternização e partilha e, assim, pedimos que se traga de casa alimentos saudáveis, receitas e experiências para repartir.

A promoção é do Grupo dos Agricultores Ecologistas de Forqueta, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Comissão Pastoral da Terra, Comunidades Católica e Evangélica de Confissão Luterana, Secretaria Municipal da Agricultura e Emater. O evento conta com o apoio da Articulação de Agroecologia do Vale do Taquari e faz parte das comemorações da Semana Brasileira do Alimento Orgânico.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Comissão Pastoral da Terra - RS e CIMI-Sul discutem a Reforma Agraria como fator para superação das desigualdades sociais

A Comissão Pastoral da Terra – CPT/ RS juntamente com o Conselho Indigenista Missionário - Regional Sul, promove no dia 08 de junho de 2015 Seminário Estadual Igreja e Reforma Agraria com objetivo de discutir a importância da questão agrária “como fator para superação das desigualdades sociais”. 
Lembrando papa Francisco aos movimentos populares, em outubro/2014, quando o pontífice recorreu à Doutrina Social da Igreja e afirmou que “a reforma agrária torna-se por conseguinte, além de uma necessidade política, uma obrigação moral”; o Seminário torna- se ocasião de representantes de movimentos sociais e entidades que atuam na mobilização pela reforma agrária aprofundarem interpretações, debaterem propostas para enfrentar os desafios econômicos e sociais do campo e consolidar, espaços de debate e diálogo sobre os direitos dos povos indígenas, quilombolas e dos pequenos agricultores no Rio Grande do Sul.
O encontro também conta com a parceria da Escola Superior de Teologia Franciscana – ESTEF.  

Programação:
8h – Credenciamento
8h30 - Abertura – realizada pelo povo indígena 
9h – Roda de Conversa
Mediadores: Comissão Pastoral da Terra e CIMI Sul
“A posição da Igreja quanto a Reforma Agraria a partir do Doc. 101 CNBB” – Wilson Dalagnol
“A presença feminina na construção da reforma agraria” – Movimento de Mulheres Camponesas
“Os desafios para o diálogo com os segmentos afetados pelas demarcações de terras indígenas e quilombolas” – Sergio Görgen
“Celebrar os frutos da Reforma Agraria” - Antonio  Prestes Braga, Agroecologo – MST
“O direito à Reforma Agraria” – Jacques Affonsin
“As Comunidades Indígenas e Quilombolas na luta pela Reforma Agraria.” CIMI
12h – intervalo para almoço
13h30 – Compromissos diante dessa realidade e partilha de propostas
17h encerramento – realizado pelo povo quilombola

INCRIÇÕES: cptdors@gmail.com ou cptrs@portweb.com.br
LOCAL: ESTEF - Rua Tomás Edson, 212 - Partenon, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
INFORMAÇÕES:  www.cptdors.blogspot.com.br