domingo, 10 de fevereiro de 2013

Programação da 36ª Romaria da Terra


Tema: TERRA, VIDA E CIDADANIA
Lema: Terra e Cidadania, princípios do  Bem Viver
12 DE FEVEREIRO DE 2013 - BENTO GONÇALVES - RS
7h30min - Acolhida na comunidade do Barracão (Bento Gonçalves)
8h - Início da animação
8h30min -  Caminhada Celebrativa até o Parque da ABCTG
10h30min - Celebração Eucarística
12h - Almoço
13h - Tribuna Popular e Apresentações Artísticas
15h30min - Bênção do Envio
16h - Encerramento

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Entrevista especial com Olívio Dutra sobre a Romaria da Terra


Romaria da Terra e a promoção da cidadania constante. Entrevista especial com Olívio Dutra

“A Romaria da Terra promove a cidadania constante, permanente, solidária, ativa, transformadora”, afirma o ex-governador do Rio Grande do Sul.

Confira a entrevista publicada pelo IHU On-Line da Unisinos, quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Na terça-feira de carnaval, dia 12 de fevereiro de 2013, irá acontecer a 36ª Romaria da Terra, na Comunidade Bom Pastor, em Bento Gonçalves, na Diocese de Caxias do Sul. O tema deste ano é “Terra e Cidadania: Princípios do Bem Viver”. Um dos participantes mais antigos e engajados é o sindicalista e político gaúcho Olívio Dutra, que afirma participar das romarias antes de ter qualquer cargo público de importância. “Participo como militante social, popular, comunitário, sindical e como originário de uma família de sem-terra que saiu do campo e veio para a cidade. Por tudo isso eu me sinto muito envolvido de coração e de consciência com um movimento baseado na fé, na esperança, na solidariedade e que também propõe mudanças na política econômica e, particularmente, na política agrícola e agrária”, disse, na entrevista que aceitou conceder à IHU On-Line por telefone.
Olívio destaca a importância dos partidos políticos, mas reitera que o movimento Romaria da Terra é independente de favores ou de benesses oficiais ou oficiosas. “O movimento tem força própria e é, portanto, sujeito desse processo. Nesse sentido, ele estimula, instiga e provoca a cidadania constante, para que as pessoas não sejam cidadãs somente na hora de votar, quando tem eleição, ou para eleger alguém conhecido seu, familiar ou amigo. Não. A cidadania é algo do cotidiano das nossas vidas”.

Olívio de Oliveira Dutra (foto) foi prefeito de Porto Alegre (1989 a 1993), governador do Rio Grande do Sul (1999 a 2003) e ministro das Cidades (2003 a 2005) no primeiro mandato do governo Lula. Formado em Letras, foi funcionário concursado do Banrisul, banco estatal gaúcho. Nessa condição, começa a militar no Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, e chega à presidência da entidade em 1975. Comandou a greve geral do funcionalismo público de setembro de 1979, motivo pelo qual foi preso pelo regime militar e perdeu seu mandato sindical. No contexto da redemocratização brasileira, participou da fundação da seção gaúcha do Partido dos Trabalhadores, da qual foi presidente de 1980 a 1986. Atualmente, preside o diretório gaúcho do PT.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – De forma geral, qual a importância da Romaria da Terra enquanto uma promoção que aborda a agricultura familiar, o cooperativismo e o consumo consciente?

Olívio Dutra – Em primeiro lugar, é preciso dizer que ela tem um caráter de fé, de religiosidade, que são coisas muito enraizadas na cultura do nosso povo, em particular das pequenas comunidades, da agricultura de economia familiar, ligada à base da Igreja Católica, mas também com participação de outras manifestações religiosas. A Romaria da Terra envolve igualmente a cultura dos índios, dos negros e de outras etnias que têm a ver com a produção de alimentos, o trato com a terra e a vida no seu sentido mais amplo. Então, as romarias são um chamamento constante a essa relação consciente do homem consigo mesmo, com o valor da comunidade, da organização a partir da família, da movimentação solidária, da caminhada em busca de uma terra sem males, que, por sinal, é também da cultura indígena, guarani.
Agora, a romaria envolve também a questão da segurança alimentar, da produção de alimentos para a vida e não para a morte. É preciso dizer sim ao desenvolvimento de uma tecnologia que possibilite a produção de mais alimentos sadios, sem uso de agrotóxicos e de veneno, para garantir alimentos fartos e sadios na mesa de todos, no campo e na cidade, e que o agricultor, a agricultura e sua família possam viver dignamente na condição de agricultores.

IHU On-Line – Há quantas edições o senhor participa? O que lhe motiva a se engajar neste projeto?

Olívio Dutra – Eu sou um romeiro antigo e não deixo de participar de nenhuma das romarias, onde quer que ela se realize, a não ser em alguma situação excepcional. Eu participo das romarias antes de ter qualquer cargo público de importância, mas como militante social, popular, comunitário, sindical e como originário de uma família de sem-terra que saiu do campo e veio para a cidade sobreviver com a atividade de carpinteiro, como foi meu pai, e de doméstica, como minha mãe, para criar cinco filhos. Por tudo isso eu me sinto muito envolvido de coração e de consciência com um movimento baseado na fé, na esperança, na solidariedade e que também propõe mudanças na política econômica e, particularmente, na política agrícola e agrária. Nós ainda andamos atrás de uma reforma agrária efetiva neste país, para o desenvolvimento mais parelho, desconcentrado, descentralizado do Brasil, com enormes áreas sendo apropriadas por grupos empresariais, inclusive estrangeiros, enquanto temos milhares de famílias de trabalhadores acampados naqueles corredores ou na frente desses enormes latifúndios que produzem bens para exportação com muito uso de agrotóxico e pequeno número de mão de obra.
Então, é preciso mexer em tudo isso e as romarias buscam essa reflexão, estimulam, instigam e provocam essa conscientização. E, evidentemente, querem que a voz de milhares de pessoas chegue às autoridades em todos os níveis: municipal, estadual, federal, executivo, legislativo, judiciário. Mas é preciso que seja a voz da sociedade, do povo que se mobiliza, se organiza e que caminha na busca dos seus direitos, sempre na visão social de garantir – num mundo que tem carências de tanta coisa – que não haja carência de fé, de esperança. Tudo isso vem do povo que também tem um amor enorme pela terra e pelo que ela produz, além do amor pelo conhecimento, pelo saber adquirido por meio da experiência, o saber que a escola, a universidade, a pesquisa, a extensão rural trazem para facilitar a vida da agricultura de economia familiar.

IHU On-Line – Há alguma edição que mais lhe marcou?

Olívio Dutra – Todas são marcantes, porque encontramos muitas pessoas que vêm de diferentes situações, origens, experiências e todas elas nos ensinam, nos enriquecem. Vejo figuras das pastorais, que são pessoas importantes, humildes, modestas, que se desenvolveram na vida do ponto de vista de melhorar sua renda, suas condições de trabalho, de moradia, e que não desistiram de continuar na luta, ou seja, que não estavam na luta em benefício próprio, mas porque entendem que o bem tem que ser para a maioria, já que não é possível que seja para todos, que é o sonho de todos nós que queremos um mundo de igualdade, de justiça. Onde quer que haja injustiça e carência, o ser humano está sofrendo. Portanto, é preciso que haja um movimento que irradie esperança de que as coisas mudem para melhor.

IHU On-Line – Qual a importância das romarias para que os participantes sejam sujeitos da política e construtores da história?

Olívio Dutra – A romaria é um processo que não tem dono, nem uma igreja ou credo. Todas as edições são precedidas de muitos encontros comunitários, nas comunidades distantes, nas periferias das cidades, nos bairros, igrejas, escolas, em diferentes situações onde as pessoas se reúnem para discutir como, juntos e solidariamente, transformar para melhor a realidade como um todo. Tanto que podemos sonhar com um mundo que não é este em que estamos sofrendo, baseado nas leis do lucro, dos mais fortes e importantes se sobrepondo aos interesses comunitários, pequenos, mas sim um mundo com igualdade, fraternidade e solidariedade, com um desenvolvimento ecologicamente sustentável, economicamente viável e socialmente justo. Para isso, todos nós temos que ser sujeitos e não objetos da política. Os partidos políticos são muito importantes, tanto que aqui aparece a necessidade de uma reforma política para que os partidos não sejam balcões de negócios. Mas os partidos possuem as suas atividades, não são eles que dirigem as romarias. Eles são parte, são também sujeitos nesse processo de construir solidariamente essa caminhada que se renova a cada edição da Romaria da Terra.
Esperamos que o governo federal – e eu tenho certeza que a presidente Dilma terá sempre uma atenção especial para o povo que se movimenta – e que o Tarso Genro, no governo do estado, deem atenção e tenham interesse e disposição para isso. Mas o movimento, independentemente se governos federais, estaduais ou municipais façam ou deixem de fazer, possam ou não fazer, não depende de favores ou de benesses oficiais ou oficiosas. O movimento tem força própria e é, portanto, sujeito desse processo. Nesse sentido, ele estimula, instiga e provoca a cidadania constante, para que as pessoas não sejam cidadãs somente na hora de votar, quando tem eleição, ou para eleger alguém conhecido seu, familiar ou amigo. Não. A cidadania é algo do cotidiano das nossas vidas. O ser humano não se realiza na plenitude da sua missão se não for cidadão todos os dias da sua existência. Então a Romaria da Terra promove a cidadania constante, permanente, solidária, ativa, transformadora.

IHU On-Line – É interessante o casamento que a Romaria promove entre fé e política...

Olívio Dutra – É verdade. É importante que se tenha isso. E não estamos falando aqui de fé nesta ou naquela religião, mas uma fé no ser humano e na transcendência, nas possibilidades enormes que o ser humano tem de ser solidário, organizado, participativo, cidadão, ao ser sujeito dessa transformação.

(Por Graziela Wolfart)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Diocese de Caxias do Sul acolhe a 36ª Romaria da Terra



por Dom Alessandro  Ruffinoni 
e Padre Izidoro Bigolin
A Diocese de Caxias do Sul acolhe, em Bento Gonçalves, a 36ª Romaria  da Terra. Este evento é compromisso de todas as dioceses do Rio Grande do Sul, compromisso permanente da CNBB Sul 3 e será realizado no dia 12 de fevereiro de 2013, na comunidade de  Bom Pastor - no parque municipal da ABCTG – Associação Bento Gonçalvense dos Centros de Tradições Gaúchas.
A história da região Nordeste do Estado está intimamente ligada à história da colonização feita por imigrantes, vindos da Europa, destacando-se os de origem italiana, alemã e polonesa. Estes fizeram a “grande romaria” ou “peregrinação” na busca de mais vida e dignidade. Aqui chegaram alimentados pela esperança de ter terra, trabalho e condições dignas para um bem viver. Carregaram na bagagem os valores recebidos da pátria-mãe: a fé, expressões da religiosidade popular  de modo especial manifestadas na devoção à Nossa Senhora e aos santos  e, ainda, os valores indispensáveis da família e da comunidade-Igreja.
A porta de entrada para a região de Bento Gonçalves foi o “casarão”, denominado de “barracão”. Hoje, este nome denomina o bairro Barracão. Os imigrantes ali chegavam e permaneciam reunidos até receberem suas terras – pequenas propriedades – ao longo das famosas e ainda existentes “linhas” ou “travessões” rurais. O desafio era construir um lugar para morar, plantar e colher; primeiro para sobreviver e depois, através da comercialização, ter melhores condições de vida. Aos poucos foram surgindo pequenos núcleos com nomes próprios para a identificação. O primeiro nome para a região foi “Cruzinha” e, aos poucos, foram construindo pequenas igrejas, cemitérios, salões comunitários. A este conjunto foi dado o nome de Capelas, verdadeiros centros de oração, lazer e solidariedade.
A forma como foi feita a colonização em pequenas propriedades rurais foi uma verdadeira reforma agrária. O trabalho familiar nas pequenas propriedades gerou desenvolvimento humano, social e econômico. A prova está no número de cidades que existem em toda a região Nordeste do Estado.
Ao longo dos anos, percebeu-se que era preciso garantir uma melhor organização e ter instrumentos próprios na luta pelos direitos. Há mais de 80 anos surgiram cooperativas e há mais de 50 anos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STRs), com a  iniciativa e apoio da  Igreja.
Hoje, a realidade dos  agricultores exige um desenvolvimento sustentável que apresenta como desafios: a participação cidadã da família agricultora, a garantia da segurança alimentar  e nutricional, a valorização da agricultura familiar, o controle e informações dos avanços tecnológicos, a permanência do jovem na roça  e resgate da auto estima da família agricultora. Cumpre destacar que os migrantes estão nas cidades e também nas áreas rurais. O fenômeno da migração traz uma nova configuração à pequena propriedade, à família e à própria comunidade.
É a partir desta história, caminhada e desafios que a Diocese de Caxias do Sul acolhe, em Bento Gonçalves, a 36ª Romaria da Terra. O tema da Romaria é: “Terra, Vida e Cidadania” e o lema: “Terra e Cidadania: princípios do bem viver”. 

Bem vindos à 36ª Romaria da Terra. A Diocese de Caxias do Sul, juntamente com a CPT-RS, acolhem a todos, com alegria e ternura, em comunhão com a Igreja do Rio Grande do Sul.

Dom Alessandro Ruffinoni é Bispo Diocesano de Caxias do Sul
Padre Izidoro Bigolin é Pároco da Paróquia Santo Antônio, em Bento Gonçalves e Vigário Geral da Diocese de Caxias do Sul.

Dom Humberto... Lágrimas de compromisso com a Justiça e a Paz

Por Pilato Pereira - blog Olhar Ecologico
Irmão Antônio Cechin também chorou quando relatou seu encontro com o ex-presidente Lula, em que pode dizer-lhe: “Feliz é o Brasil que tem um presidente que chora sobre os catadores, a mais humilde categoria dos que constroem a nação!”. Irmão Cechin se referia ao fato de o então presidente da República ter se emocionado a tal ponto de não conter as lágrimas ao se referir aos catadores e moradores de rua, durante uma entrevista de avaliação de seu governo em 2010.
Algo semelhante aconteceu na Catedral Nacional da Santíssima Trindade, em Porto Alegre, no dia 09 de dezembro, Segundo Domingo do Advento, Dia da Bíblia, com a Sagração Episcopal do Revendo Humberto Eugenio Maiztegui Gonçalves. Eleito pelo povo e pelo clero da Diocese Meridional da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Revendo Humberto, que é doutor em teologia bíblica, professor no SETEK e na ESTEF, foi sagrado bispo numa celebração muito animada, com forte presença ecumênica, de lideranças eclesiais da Igreja Anglicana e, sobretudo uma fervorosa participação do povo das diversas comunidades da sua Diocese.
Numa celebração como esta sempre tem os momentos de forte emoção, mas em duas situações, as lágrimas do novo bispo foram muito simbólicas. A meu ver, representaram a expressão mais intimida do seu fiel compromisso de amor a Deus e aos pobres. Ao motivar a comunidade para a saudação da paz, convidando para catar o refrão “Quando olho em você, eu vejo em você a Paz do Senhor”, o bispo Humberto chorou. E ao ouvir as palavras calmas do representante indígena, o jovem Guilherme Benitez (Verá Mirim), do Povo Mbyá Guarani, o novo bispo também não conteve as lágrimas.
Claro que tudo foi importante naquela celebração, todos os ritos, todas as falas, a pregação da Reverenda Carmem, da Diocese Anglicana da Amazônia, a valoração de comunidades historicamente excluídas (surdos, deficiência física, jovens, mulheres, índios...). Enfim, tudo foi muito importante e nos fez renovar a fé, o amor e a confiança em Deus e na comunidade. Mas, quero salientar o simbolismo que percebo nestes dois momentos relatados, em que o bispo eleito chorou: na saudação da paz e nas palavras do índio guarani.
Podemos parafrasear Irmão Antônio Cechin e dizer “feliz a Igreja que tem um bispo que chora com a saudação da paz e com as palavras de um índio”. Certamente, a paz não lhe representa apenas uma palavra, mas todo sonho e a luta pela justiça. Para o bispo que derramou suas lágrimas, a Paz do Senhor é sentida ao olhar, acolher e abraçar o próximo. E ao chorar diante das poucas e calmas palavras do índio guarani, certamente o bispo ouviu todo o clamor histórico expresso no silêncio deste povo sofrido. Na fala mansa do jovem guarani, o bispo ouviu o grito de Sepé Tiaraju que não queria morrer nem perder a terra que Deus havia dado a seu povo. E suas lágrimas expressam o que deve ser mais que um sentimento, o compromisso da Igreja para com os índios e todos os pobres, o anúncio da Boa Nova a toda a criação e o testemunho da fé no serviço em favor da justiça e da paz.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Oração da 36ª Romaria da Terra


Pai querido, pedimos vossa bênção para esta Romaria da Terra. Caminhai sempre conosco nas romarias de nossas lutas. No cuidado à Mãe Terra, no esforço do bem viver, no exercício de nossa cidadania. Com o Espírito de Jesus, queremos ser partículas de vosso Reino na Agricultura Familiar e Ecológica, nas Pastorais, Movimentos Populares, Sindicatos e Cooperativas.
Abençoai Senhor, os jovens do nosso tempo. Confirmai seus sonhos de vida nas famílias, nas comunidades, na economia solidária e na busca de mais vida.
Obrigado, Pai querido, pelo bem que sempre nos ajudastes a fazer. Libertastes os escravos da casa da tribulação de todos os tempos. Com São Sepé e os povos guaranis, batizastes nossa terra com as comunidades d e vida. Nesta Diocese, em Água Azul, o sangue do Padre Cristóvão de Mendoza foi semente de uma Igreja de fé e de organização do povo.  Aqui, neste chão de Romaria, foi erguido o primeiro BARRACÃO, que acolheu milhares de famílias de imigrantes. Esta Serra Gaúcha se tornou a Terra Prometida, uma abençoada experiência de Reforma Agrária.
Pai querido e Deus da Vida, como Maria, a primeira discípula de Jesus, queremos conservar no coração o encantamento pelo  vosso Reino,  de Fraternidade e de Vida.
AMÉM.  AXÉ.  ASSIM SEJA.

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36ª Romaria da Terra e Acampamento Jovem 

36ª Romaria da Terra em Bento Gonçalves-RS

36ª Romaria da Terra

Bento Gonçalves-RS - Diocese de Caxias do Sul
12 de fevereiro de 2013
Tema: “Terra, Vida e Cidadania”
Lema: “Terra e Cidadania: princípios do bem viver”. 
Local: Comunidade Bom Pastor
Parque Municipal ABCTG
Mais informações:
e-mail: coord.pastoral@diocesedecaxias.org.br
telefone: (54) 3211 5032

Acampamento Jovem
10 e 11 de fevereiro de 2013
Tema: Juventude e ecologia com subtemas relacionados
Local: Parque Fenachamp - Garibaldi (RST 470, Km 228)
A Acolhida aos participantes e início das atividades está prevista para às 18h do domingo, dia 10. 
Mais informações:
e-mail: coord.pastoral@diocesedecaxias.org.br
telefone: (54) 3211 5032

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sábado, 8 de dezembro de 2012

Repartir o Chão Para Multiplicar o Pão - Reforma Agrária no Chão


por Oldi Helena Jantsch*
Por que não, o governo desapropriar as áreas devolutas, improdutivas ou suas próprias áreas para fazer assentamentos? Olha só que maravilha as famílias assentadas no Assentamento São Pedro de Encruzilhada do Sul-RS, conhecido popularmente como Assentamento da Quinta, tem diversidade de produção. Neste assentamento ligado ao MST são 45 famílias assentadas e boa parte destas famílias produz leite, verduras, peixes e frutas. 
A foto é da produção de pêssego da Beloni, que neste ano deverá colher 2.000kg. Ela juntamente com outros agricultores vende o pêssego na beira da rodovia.
Nós da CPT achamos que nesta região deve ter um entreposto para a venda dos produtos da Reforma Agrária. 
Quando vejo estas famílias e sua produção cada vez mais me convenço, “Repartir o Chão para Multiplicar o Pão”, Reforma Agrária é Solução!
Arroz Sequeiro
Se as águas já estão tão contaminadas e comprometidas com grandes irrigações de arroz e outras culturas com utilização de muito agrotóxico. Por que não plantar arroz sequeiro, variedade crioula e resistente que se adapta bem a pouca água e produz bem? O arroz tem grande produtividade e é um alimento que nossos avós produziam e conheciam muito bem.
Que tal produzir arroz como a família da Danieli Kovalski Jasniewcz de Encruzilhada do Sul-RS, que produz arroz e descasca em um descascador próprio da família.
É bom lembrarmos que os Assentamentos da Região Metropolitana de Porto Alegre produzem mais de 100 mil sacas de arroz orgânico. É arroz irrigado provando que o arroz irrigado pode ser produzido de forma orgânica.
Não use plásticos!
Não usem embalagens de plástico, pode fazer como eu faço, utilizo bolsa de palha de trigo e também de tecido. Como esta bolsa feita de calça Jeans velha. Esta sacola é muito resistente, protege o meio ambiente por que estamos reutilizando fazendo outro produto.
Por fim, use chapéu de palha!
Abraços e bom final de semana.
*Oldi Helena Jantsch, conhecida por Tiririca, faz parte da CPT da Diocese de Santa Cruz e CPT-RS.