terça-feira, 6 de setembro de 2011

Capuchinhos fazem reunião sobre Migração nas Américas


Oriundos das Américas e do Caribe, um grupo de 32 frades capuchinhos representando 15 nações juntamente com três definidores gerais da Ordem: fr. Mark Schenk (EUA), fr. José Gislon (Brasil) e fr. Carlos Novoa (Argentina), o diretor da Justiça, Paz e Ecologia da Ordem fr. Bernd Beerman, o Secretário-Geral da Animação Missionária fr. Helmut Rakowski, os tradutores, os auxiliares da logística do evento e os responsáveis pela animação litúrgica e assessores estão reunidos em Foyer de Charité, Nana, Peru para a reunião regional do Serviço de Justiça, Paz e Ecologia, sobre Migrações.

Frei Bernd iniciou os trabalhos do dia, fazendo um esclarecimento sobre o objetivo principal deste encontro e fez uma introdução de como fazer um Plano de Ação para as realidades que os frades acompanham em seus respectivos contextos.
O frei capuchinho da Província do Rio Grande do Sul e professor da PUC-RS e ESTEF, o teólogo Luiz Carlos Susin, é um dos assessores do encontro.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CPT critica soltura de fazendeiro acusado de liderar chacina no Pará

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos criticaram, em nota divulgada nesta quarta-feira (31), a liberdade concedida, na semana passada, ao fazendeiro Marlon Lopes Pidde por decisão em habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça.
A reportagem é de Altino Machado e publicada por Terra Magazine, 01-09-2011 e reproduzida pelo IHU Unisinos.
Clique AQUI para ler a reportagem.
Confira no site da CPT a Nota divulgada pela CPT Marabá e Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SPDDH) sobre mais esse exemplo claro de impunidade no estado do Pará.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Carta do Mutirão Ecumênico - Sulão VI


Nós, cristãos e cristãs, que professamos a fé, nas diferentes formas do Cristianismo - católica romana, luterana, anglicana, presbiteriana, batista, metodista -, e buscamos a unidade na diversidade, nos encontramos para celebrar o nosso caminhar. Aconchegados no calor do encontro e com grande alegria, estivemos reunidos, nos dias 26 a 28 de agosto de 2011, na cidade de São Leopoldo no Rio Grande do Sul, Brasil, no Mutirão Ecumênico - Sulão. Leia Mais...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Terras indígenas paraguaias são ameaçadas por pecuaristas brasileiros

manifestzine.blogspot.com
Por Jeane Freitas - Adital

Terras indígenas ancestrais do Paraguai estão sofrendo ameaças por parte de pecuaristas brasileiros que se recusam a devolver o território pertencente ao povo indígena isolado Ayoreos, que recebeu título de propriedade da terra em 2010. A menos que o governo paraguaio lhes permita desmatar uma grande área de terras adjacentes, os grandes pecuaristas não devolverão a terra aos seus donos originais. A área fica no extremo norte do Paraguai na fronteira com Brasil.
As empresas têm causado grandes estragos na região, situação que tem expulsado várias tribos de seus locais de origem. Somente este ano, as empresas brasileiras pecuárias BBC S.A e River Plate S.A foram flagradas em duas ocasiões devastando a área. Quase quatro mil hectares de terra foram desmatadas na região que é habitada por tribos indígenas isoladas.
A ação só foi descoberta por conta das imagens via satélite divulgadas pela organização em favor dos povos indígenas Survival Internacional, que resultou na abertura de um processo contra as empresas acusadas de extrair madeira ilegal. Essa semana, novas imagens foram divulgadas. As imagens via satélite têm ajudado na identificação dos criminosos.
O diretor da Survival, Stephen Corry, declarou ser uma vergonha que um governo nacional torne-se refém de um pequeno grupo de empresários sem escrúpulos. "O governo paraguaio deve reafirmar a sua autoridade, reconhecendo e defendendo o direito dos Ayoreo às suas terras e recursos”, enfatizou, pedindo também que as autoridades hajam preventivamente e não depois das ocupações e desmatamentos.
O sofrimento e perseguição às tribos indígenas no Paraguai não é de agora. Há um ano, o cacique Saturnino González da tribo da etnia Mbyá Guaraní, e mais trinta famílias que habitavam a tribo assistiram em silêncio a ação da polícia nacional, a mando do pecuarista Alberto Soljancic, que expulsou as famílias e queimou toda sua produção. Sem alternativa de sobrevivência, as famílias saíram em busca de um pedaço de terra para morar e plantar, no entanto, a peregrinação acabou por desintegrar toda a comunidade.
Segundo informações do periódico Nova Paraguay, algumas famílias se uniram a outras comunidades, enquanto o cacique Saturnino González com sua família conseguiu um lugar para armar o rancho num pequeno espaço cedido pelos Spajin, na Colônia Manitoba, distrito de Tacuatí, Departamento de San Pedro.
O artigo 64 da Constituição paraguaia é claro quando diz que "os povos indígenas têm direito à propriedade comunitária e a terra, em extensão e qualidade suficiente para a conservação e desenvolvimento de suas formas peculiares de vida”. Contudo, o abandono a que está submetida essa parcela da população paraguaia mostra que a Carta Magna do país está se transformando em letra morta.
O Instituto Indígena de Paraguai declarou, recentemente, que 34 mil hectares de terras foram comprados de pecuaristas para serem entregues aos Ayoreo, e o que falta no momento é fixar uma data para que seja feita a entrega da terra. Já de acordo com a Survival, as negociações com algumas empresas brasileiras, como a Yaguarete Pora, não evoluíram porque os grandes proprietários não querem revender as terras.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Carta do 21º SEMINÁRIO ESTADUAL DE ALTERNATIVAS À CULTURA DO FUMO

21º SEMINÁRIO ESTADUAL DE ALTERNATIVAS À CULTURA DO FUMO
3º INTERESTADUAL SUL (PR,SC,RS)
Tema: A realidade da Agricultura Camponesa com Políticas Públicas e Reforma Agrária
Lema: A Criação Geme: da Semente de Indignação Brota Esperança e Vida.
Local: Salão Paroquial da Paróquia São Cláudio, Cortado, Novo Cabrais, RS.
Data: 25 de agosto de 2011
Nós, mais de 400 participantes da Arquidiocese de Santa Maria/RS, Cáritas/RS, Comissão Pastoral da Terra/RS, representantes de 35 municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, de várias Entidades e Organizações Sociais, Agricultores Familiares, Camponeses, Diaristas, Estudantes, Gestores Públicos, Autoridades Políticas, Pastorais Sociais, Movimentos Populares, Comunicadores, Igrejas, Sindicatos, Cooperativas, Associações, Fumicultores, Educadores e Agentes de Saúde entre outros, participantes do 21º Seminário Estadual e 3º Interestadual de Alternativas à Cultura do Fumo, queremos, fazendo uso desta carta, manifestar nossas constatações e preocupações acerca da realidade da Agricultura Familiar e Camponesa e propor ações que visem fortalecer e possibilitar a permanência do agricultor no campo. Vale ressaltar que nesses 21 anos de realização dos Seminários, muitas experiências foram partilhadas e inúmeras ações foram desenvolvidas que nos animam a intensificar a luta em substituição à monocultura do fumo.
CONSTATAMOS QUE:
- A realidade da Agricultura Familiar e camponesa passa por um processo de decadência, de transformação;
- O modelo agrícola baseado no agronegócio, transforma os alimentos em pura mercadoria;
- A capacidade de investimento por parte do Agricultor Familiar camponês está completamente esgotada;
- O trabalho escravo e análogo à escravidão é comum em processos de produção integrada;
- O esvaziamento e envelhecimento do campo é uma realidade gerada com a ida dos agricultores, em especial dos jovens, para os grandes centros urbanos;
- O esvaziamento do campo inviabiliza a Segurança e Soberania Alimentar do Brasil, uma vez que 70% dos alimentos são produzidos pela Agricultura Familiar Camponesa;
- As políticas agrícolas não são compatíveis à realidade da pequena propriedade;
- A legislação (ambiental, fiscal, tributária, sanitária,...) inviabiliza a atividade da Agricultura Familiar e Camponesa e a regularização da Agroindústria Familiar ;
- A inexistência de política de Reforma Agrária como instrumento de eficiência e eficácia na produção de alimentos;
- O alto percentual l- 35%- dos produtores de fumo são sem terra (meeiros, arrendatários, sócios, parceiros);
- A baixa escolarização, 80% dos fumicultores tem o ensino fundamental incompleto;
- A cadeia produtiva do fumo, bem como as demais cadeias produtivas integradas inviabilizam a organização e articulação dos produtores;
- Há a necessidade de mais e maiores atividades de formação e conscientização sobre a problemática da fumicultura, a exemplo dos Seminários de Alternativas à Cultura do Fumo que há 21 anos vem apontando Alternativas de Diversificação e Reconversão Produtiva das lavouras de fumo;
- O consumo do tabaco leva à morte mais de 200 mil brasileiros e mais de 5 milhões de fumantes no mundo por ano;
- O uso contínuo de agrotóxicos contribui para a geração de doenças como a depressão, levando também à má formação congênita de fetos, além de contaminar os solos, a água e problemas crônicos de saúde.
A PARTIR DESSAS CONSTATAÇÕES, PROPOMOS:
- Políticas Públicas diferenciadas que favoreçam a diversificação produtiva, principalmente a produção de alimentos orgânicos, estimulando a permanência das famílias no campo;
- Realização de uma Reforma Agrária efetiva e eficaz que garanta o acesso a terra e aos recursos mínimos necessários para a produção e diversificação de alimentos e a Sustentabilidade Ambiental;
- Assessoria Técnica e capacitação para que os fumicultores promovam a reconversão e diversificação de sua produção;
- Reabertura e fortalecimento das escolas rurais, voltadas à agricultura, com tempo integral;
- Estímulo à agroecologia, com apoio financeiro (e de fácil acesso) aos grupos de produção, criação de Agroindústrias Familiares, realização de Feiras de Economia Solidária e Feiras Ecológicas da Agricultura Familiar além do fortalecimento do mercado Institucional das compras governamentais como: PAA, Restaurantes Popular, Cozinhas Comunitárias, Merenda Escolar, Presídios entre outros;
- A desburocratização para o acesso aos recursos públicos que visem formação, capacitação sistematização e divulgação de experiências de produção agroecológica inseridos na Economia Solidária;
- O direito e condições de acesso à comunicação alternativa (internet, rádios e jornais comunitários,...) no campo;
- Incentivo e destinação de recursos públicos para a produção e comercialização de Sementes Crioulas (bancos de sementes) com a inclusão das sementes crioulas no sistema Troca-Troca e Seguro Agrícola;
- Realização dos Seminários de Alternativas à Cultura do Fumo; em outras regiões do país onde existe o cultivo do fumo;
- Promoção de estudos e pesquisas sobre os malefícios do tabaco e divulgação dessas informações;
- A constituição de grupo de trabalho para a realização de um mapeamento do número de famílias que deixaram de produzir o tabaco ou estão em processo de Reconversão Produtiva;
DE COMUM ACORDO DECIDIMOS QUE:
- Cada Diocese participante dos Seminários Regionais de Alternativas ao Cultivo do Tabaco, fará um levantamento de quantas famílias e/ou grupos de fumicultores, estão trabalhando novas alternativas que lhes foi possível e viável abandonar a produção de fumo e o consumo da Tabaco. A divulgação será no 22º Seminário de Alternativas ao Fumo a ser realizado na Diocese de Santa Cruz do Sul, no Município de Dom Feliciano , em 23 de agosto de 2012 ;
- Quando do 2º Fórum Mundial e a 2ª Feira Mundial de Economia Solidária em Santa Maria/RS de 11 a 14 de julho de 2013, será realizado um SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ALTERNATIVAS À CULTURA DO FUMO, junto com as Entidades, Países, e Parceiros da Convenção Quadro, 1º Acordo Mundial de Saúde Pública com a participação de um grande número de países que Retificamos a Convenção-Quadro;
- O Seminário proposto, será trabalhado pela Visão e Eixo da Economia Solidária “POR UM MUNDO SEM TABACO” e por “UM MODELO DE DESENVOLVIMENTO SOLIDÁRIO, SUSTENTÁVEL E TERRITORIAL”, Integrado à perspectiva da Economia Solidária e Políticas Públicas.

Cortado, Novo Cabrais/RS/Brasil, 25 de agosto de 2011.

“MUITA GENTE PEQUENA, EM MUITOS LUGARES PEQUENOS, FAZENDO COISAS PEQUENAS, MUDARÃO A FACE DA TERRA”.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O lado avesso da Expointer 2011. Entre o bem-estar dos animais e o mal-estar das/os trabalhadoras/es rurais

"Esteio, RS, sede da Expointer, se transforma num santuário para onde acorre uma outra romaria da terra, bem diferente daquela que a CPT e outras organizações populares defensoras das/os pobres do campo organizam todos os anos. As orações ali se dirigem a um outro deus, conhecido por mercado. O ritmo da preparação e da realização da festa que o cultua, é dotado de um apoio logístico e de uma agilidade bem mais eficientes das que se observam na fila dos hospitais", escreve Jacques Távora Alfonsin, advogado do MST e procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul.
Jacques Alfonsin é mestre em Direito, pela Unisinos, onde também foi professor. É membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – CDES.

Leia o artigo completo no site IHU Unisinos

domingo, 21 de agosto de 2011

Mutirão Ecumênico 2011 sobre Ecologia


Este será o 6° encontro de Agentes para o Ecumenismo, que até então se chamava “SULÃO”, por abarcar os estados do sul do Brasil – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – mais o estado de São Paulo. Realiza-se a cada dois anos, alternando o estado anfitrião.
Inicialmente organizado e destinado aos agentes ecumênicos da Igreja Católica Romana – ICAR, eram convidadas as demais denominações cristãs, oferecendo formação e oportunidade para compartilhar experiências.
Nas últimas edições a organização e os destinatários se ampliaram para além da ICAR, chamando para organizar o evento, igrejas cristãs, entidades ecumênicas, movimentos eclesiais, tendo como destinatárias todas as pessoas interessadas na promoção do ecumenismo.
Devido a ampliação de parceiros, o encontro passou, nesta edição, a ser chamado de “Mutirão Ecumênico – Sulão VI”.
PROMOÇÃO:
CONIC/RS – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
CNBB/RS – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
CLAI – Conselho Latino Americano de Igrejas

REALIZAÇÃO E COORDENAÇÃO:
Igrejas cristãs (Igreja Católica Apostólica Romana – ICAR, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB)

Entidades Ecumênicas
CEBI – Centro de Estudos Bíblicos
CECA – Centro Ecumênico de Capacitação e Assessoria
CEPA – Centro de Espiritualidade Padre Arturo
SICA – Serviço Interconfessional de Aconselhamento
REJU – Rede Ecumênica de Juventude
Grupos Ecumênicos das cidades de Esteio, São Leopoldo, Novo Hamburgo.
Movimento dos Focolares
Trilha Cidadã

Instituições de Ensino
Faculdades EST
ESTEF – Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana – RS
PUC – Pontifícia Universidade Católica do RS.

Objetivos
Geral
Reunir 300 agentes envolvidos com o serviço e/ou a promoção ecumênica dos estados de SP, PR, SC e RS para celebrar, conviver, trocar experiências e aprofundar a compreensão do ecumenismo, animando-os a continuar a caminhada ecumênica dentro e fora do espaço eclesial.
Específicos
• Mostrar os avanços na busca de unidade das igrejas;
• Dar visibilidade às ações e serviços ecumênicos;
• Incentivar a Unidade, o Testemunho e a Diaconia;
• Refletir sobre o Meio Ambiente e a defesa da Criação;
• Reunir propostas de ações conjuntas na defesa da Criação;
• Celebrar os avanços da caminhada ecumênica.
Neste ano, o evento será realizado nos dias 26, 27 e 28 de agosto, no Centro Mariápolis, em São Leopoldo (RS). Todas e todos estamos convidados a refletir a temática "Unidos em Cristo na defesa da criação" e o lema "A criação espera com impaciência a manifestação dos filhos de Deus", cuja inspiração vem da Palavra de Deus (Rm 8:19).

Inscrições no link: http://www.cnbbsul3.org.br/pc_eventos.asp