sexta-feira, 21 de outubro de 2011

SOS Rios do Brasil em permanente campanha: "DIGA NÃO ÀS ENCHENTES"


O Blog SOS Rios do Brasil mantém desde 2008 a vitoriosa campanha permanente "DIGA NÃO ÀS ENCHENTES", para alertar, orientar e ajudar as famílias que ocupam áreas de risco de enchentes, alagamentos, deslizamentos, etc, para que possam minimizar os efeitos das pesadas chuvas, no período de novembro a março, em boa parte do Brasil.
Tem recebido considerável apoio e adesão de outros sites, blogs, jornais, revistas e importantes Ongs, associações e entidades comunitárias, que atendem as populações que enfrentam todos os anos, os mesmos problemas, no período das chuvas de verão.
O blog tem divulgado nas comunidades um texto de orientação geral e alerta para ajudar a evitar as tragédias nos deslizamentos, enchentes e alagamentos, inclusive apelando para os responsáveis para que realizem mutirões de limpeza, vistorias e até mesmo deslocamento de famílias, quando necessário.
Também disponibiliza na Campanha um texto muito real, a Cartilha de Defesa Civil do Cidadão, fruto da triste e dolorosa experiência de comunidade de Blumenau (SC), que ao longo dos anos enfrentou diversos episódios, no período das chuvas.
A campanha, numa nova etapa, também visa sensibilizar lideranças religiosas a se engajar na conscientização das pessoas para o comprometimento com a prevenção de fenômenos da natureza, causados pelos desequilíbrios ambientais.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Adão Pretto será homenageado com nome de rua em Canoas

O ex-deputado federal, Adão Pretto, do PT gaúcho, falecido em fevereiro de 2009, será homenageado com nome de rua no Loteamento Pôr do Sol, no bairro Guajuviras, em Canoas/RS. Adão Pretto consta numa lista de nomes escolhidos pelos próprios moradores do local para denominar as 8 ruas de seu loteamento. Entre os nomes escolhidos, também consta um bastante conhecido, que é o líder revolucionário Che Guevara. A lista de nomes definidas pela população local também tem um diferencial, serão homenageadas pessoas, já falecidas, que foram pioneiras na ocupação da terra onde está o Loteamento Pôr do Sol, são elas: Vó Maria Jaci, Elizete Lara Miranda, Maria Faustina Correa, Sebastião Correa da Silva, Airton Magalhães  Rebello e Irmão Tiago.
O Projeto de Lei 45/11, que denomina as ruas do Loteamento Pôr do Sol, no bairro Guajuviras, em Canoas, é de autoria do vereador Ivo Fiorotti (PT) e será votado na sessão desta quinta-feira, dia 20. Os moradores do Loteamento Pôr do Sol, que estão presentes no ato de votação do projeto, dizem que a homenagem é um reconhecimento pelo trabalho do deputado, de modo especial, por ter garantido a instalação de energia elétrica no local, que na época era esquecido pelas autoridades. A sessão da Câmara de Canoas de hoje contará também com as presenças do filho de Adão Pretto, o deputado estadual Edgar Pretto e o deputado federal Dionílson Marcon, ambos do PT.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ORAÇÃO DA 35ª ROMARIA DA TERRA


Oração da 35ª Romaria da Terra
Ó Deus Criador, de quem tudo procede!
Nós vos agradecemos a alegria de viver.
Cremos que criastes este mundo
para que pudéssemos ser felizes.
Mas a ambição e o egoísmo das pessoas
Destroem a natureza e matam a vida que nos dais.
Nesta 35ª Romaria Ecumênica da Terra.
Iluminai os peregrinos que dela participam.
Fortalecei nossas lutas, organizações e movimentos,
Inspirados  no grito profético de Sepé,
e de todos os mártires da terra.
Alimentai nossa indignação diante das injustiças
provocadas pelas grandes barragens,
o agronegócio e os produtos transgênicos,
que acumulam as terras,
intoxicam os alimentos,
poluem o ar e contaminam as águas.
Concedei-nos, Senhor, encontrar,
guiados por vosso Espírito,
formas alternativas de produção,
promovendo a agricultura familiar camponesa
na dinâmica da solidariedade e fraternidade.
Com a saúde e o meio ambiente preservados,
Caminhamos no espírito do jubileu bíblico,
em busca do vosso Reino.
Amém!

35ª Romaria da Terra: Prefeito escreve sobre Santo Cristo

A 35ª Romaria da Terra será realizada no dia 21 de fevereiro de 2012, no distrito de Vila Bom Princípio Baixo, município de Santo Cristo. A Romaria será realizada nete município por diversos motivos, dentre os quais destacamos as especificidades da agricultura familiar, a existência de cooperativismo de produção e de crédito, a atuação exemplar do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a existência de Casa Familiar Rural e o grandioso número de projetos contemplados com o crédito fundiário, além, é claro, da influência secular da própria Igreja na cultura de sua população.
Santo Cristo, conhecido como “Terra do Homem da Terra”, localiza-se no Noroeste do Rio Grande do Sul, na região do Grande Santa Rosa, próximo à região missioneira. O Município foi colonizado em 1910 e emancipado em 1955. Seus primeiros habitantes foram imigrantes alemães, praticantes da religião católica. Todos eles traziam na sua cultura os valores da religiosidade, da educação, da vivência em comunidade e da valorização do trabalho.
Nos dias atuais, sua população é bastante miscigenada, há prática de diversos credos religiosos e possui muita organização em suas entidades e movimentos sociais. Muitas lideranças intelectuais, religiosas e políticas, aqui surgidas, se fazem presentes nos mais diversos estados do Brasil e no exterior. A educação de sua gente, desde os primórdios, teve importância fundamental.
O Município é um dos poucos que possui creche em comunidade rural. Com uma população de 14.378 habitantes e 368 km2, esta pequena, porém, acolhedora cidade revela uma economia dinâmica, muito diversificada. Na agricultura familiar destaca-se na produção de leite onde são produzidos aproximadamente 250 mil litros/dia, dando ao município, nos últimos anos, um dos primeiros lugares da produção no Estado. Na suinocultura, igualmente, há muitos anos, destaca-se como um dos maiores produtores com a produção mensal próxima a 100 mil animais. Planta-se muito milho, sobretudo para transformação, trigo, mandioca, hortigranjeiros, e diversos outros produtos em menor escala. Diversas agroindústrias encontram-se instaladas em comunidades rurais diferentes. É permanente o apoio da Prefeitura Municipal, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, de cooperativas de crédito e de produção, do seminário e da paróquia locais e da Ascar/Emater. Indústria e comércio de médio e pequeno porte, além de empresas prestadoras de serviços, contribuem decisivamente para o desenvolvimento equilibrado e sustentável do Município. Inúmeras empresas em conjunto com a agricultura familiar e com o apoio do poder público promovem o progresso, gerando empregos e renda.
O Município realiza, em anos alternados, duas feiras importantes: Expoagro e Feira da Agricultura Familiar. Nos eventos é apresentada toda riqueza produzida no Município e é oportunizada a participação regional. Aliado a tudo isso, a beleza de riquezas naturais faz de Santo Cristo um pólo turístico regional e estadual, possibilitando o surgimento de vários empreendimentos na área de lazer. Destacam-se o Hotel Fazenda Três Cascatas, o Parque Aquático Lago Azul, vários pesque-pague e pequenos empreendimentos familiares para os famosos piqueniques. Existe inda a imponente Igreja Matriz que não pode deixar de ser visitada.
Programas sociais são oferecidos continuamente à população. Pastorais diversas, entidades e igrejas, famílias e cidadãos voluntários se engajam em parcerias com o poder público.
Tudo isso proporciona uma qualidade de vida extraordinária ao povo que vive em Santo Cristo e torna Santo Cristo atraente aos visitantes de estados brasileiros e de países vizinhos, aos quais, com grandiosa hospitalidade, oferece uma cultura e culinária autênticas. Município belo e atraente, Santo Cristo é um local muito bom para viver e se visitar.
Convidamos os gaúchos e gaúchas para participar da 35ª Romaria da Terra e aproveitar o momento para conhecer Santo Cristo. Aguardamos a todos de braços abertos.
A Romaria da Terra é um momento único de refletirmos coletivamente sobre a agricultura familiar. Alegramo-nos imensamente em sediar esse grande evento da comunidade gaúcha.
JOSÉ LUIS SEGER - Prefeito Municipal de Santo Cristo / RS

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Rio Grande do Sul lança Comitê Estadual da Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida

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Depois dos Estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Sergipe, chegou a vez do Rio Grande do Sul realizar o lançamento do Comitê Estadual da Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida. Será na próxima segunda-feira, dia 24 de outubro, às 18h30min no auditório da Emater/RS, e será aberto ao público.
O evento se iniciará com a exibição do documentário “O agrotóxico está na mesa”, de Silvio Tendler. Na sequência, haverá a palestra da Prof. Dra. Magda Zanoni, bióloga e socióloga, que organizou, junto do francês Gilles Ferment, o livro Transgênicos para Quem? Agricultura, Ciência, Sociedade (MDA, Coleção NEAD Debate) lançado em 2011. Ao seu lado, irão compor a mesa, representantes da Via Campesina e da Emater/RS.
A palestrante, Magda Zanoni, é professora da Universidade de Paris Diderot, onde foi pesquisadora de 1978 a 1990 no Laboratoire d’Ecologie Génerale et Appliquée; tem mestrado em Ecologia Fundamental pela Universidade de Paris-Orsay e em Ciências Sociais do Desenvolvimento pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (Paris); é doutora em Sociologia do Desenvolvimento pela Universidade de Paris I-Sorbonne. Atuou no Instituto Agronômico do Paraná e Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social do Paraná, e esteve cedida ao NEAD/MDA pelo Ministério francês do Ensino Superior e da Pesquisa no período de 2003-2009. Atualmente, e desde 1998, é pesquisadora do laboratório “Dynamiques Sociales et Recomposition des Espaces” (Centro Nacional de Pesquisa Científica CNRS, França).
Lançamento do Comitê Estadual da Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida
Quando: dia 24/10; segunda-feira; 18h30min
Onde: Emater/RS-Ascar, rua Botafogo, 1051, bairro Menino Deus, esquina com a rua Érico Veríssimo
Contato: campanha-contra-agrotoxicos-rs@grupos.com.br

A CPT faz parte desta campanha que reúne mais de 30 entidades da sociedade civil brasileira, movimentos sociais, entidades ambientalistas, estudantes, organizações ligadas a área da saúde e grupos de pesquisadores. O principal objetivo é abrir um debate com a população sobre a falta de fiscalização no uso, consumo e venda de agrotóxicos, sobre a contaminação dos solos e das águas bem como denunciar os impactos dos venenos na saúde dos trabalhadores, das comunidades rurais e dos consumidores nas cidades. A partir da conscientização das pessoas sobre os malefícios provocados a partir do uso dos agrotóxicos, a campanha pretende ajudar na construção de formas de restringir o uso de venenos e de impedir sua expansão, propondo projetos de lei, portarias e iniciativas legais e jurídicas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A bactéria e os produtores orgânicos

Em resposta ao sr. Evandro Finkler (Do leitor de 4/10/11), a Articulação de Agroecologia do Vale do Taquari - AAVT - vem dizer o seguinte: a bactéria que causou mortes na Alemanha é uma variante letal da conhecida Escherichia coli que existe, inclusive, na flora microbiana do trato intestinal de humanos e da maioria dos animais de sangue quente. Um surto de uma bactéria nociva pode vir de qualquer lugar, tudo depende da higiene que é utilizada no processamento. Normalmente a Escherichia coli não é tão letal e pode ser combatida facilmente com antibióticos. Assim, o que realmente deve ser investigado é de onde veio essa cepa tão virulenta da bactéria. E a resposta será encontrada bem distante da produção orgânica.
A produção convencional de grandes fazendas de confinamento de animais nos Estados Unidos só é possível mediante doses diárias de antibióticos na ração, pois os animais são criados muito próximos uns dos outros e dos seus próprios dejetos. O desenvolvimento de bactérias resistente a antibióticos ocorre com freqüência, como pode ocorrer em hospitais. Assim, a mais provável origem de bactérias desse tipo estão no extremo oposto à produção orgânica onde, inclusive, o uso de antibiótico é restrito.
Por outro lado, não podemos continuar com o uso de agrotóxicos como está ocorrendo no Brasil onde, em média, é gasto 5,2 litros por ano para cada habitante. A ANVISA tem comprovado que em muitos alimentos os resíduos de agrotóxicos estão acima do permitido e isso causa, sim, problemas à saúde de quem os consome.
A necessidade de cuidados no uso de dejetos animais na agricultura é bastante evidente. Não deixemos que fatos como o ocorrido na Europa sejam deturpados para servirem a interesses outros do que precisamos: uma produção orgânica responsável e bem conduzida tecnicamente.
Articulação de Agroecologia do Vale do Taquari

SBPC e ABC divulgam estudo sobre o Código Florestal


Novo documento lançado pelas entidades destaca pontos que precisam ser revistos no Projeto de Lei da Câmara 30/2011.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) encaminharam, na última terça-feira (11), ao Senado Federal, um documento no qual as entidades destacam os pontos que precisam ser revistos no Projeto de Lei da Câmara 30/2011, que trata da reformulação do Código Florestal brasileiro. Fruto de estudos de um grupo de trabalho de cientistas e pesquisadores da área, o documento se soma ao livro O Código Florestal e a Ciência - Contribuições para o Diálogo, publicado pelas duas entidades em abril deste ano.
"No primeiro estudo, publicado em livro, defendemos que a Ciência tinha que ser ouvida nas discussões do Código Florestal; é um documento mais geral que aborda como a Ciência poderia ajudar nos debates. Agora o texto é mais objetivo e ataca pontos específicos que o grupo entende que devem ser revistos, que merecem maior dedicação dos congressistas", esclarece José Antônio Aleixo da Silva, coordenador do GT e secretário da SBPC.
O documento defende que a atualização do Código Florestal precisa ser feita à luz da ciência e tecnologia hoje disponíveis e alerta aos senadores a importante missão de corrigir os equívocos verificados na votação da matéria na Câmara. De acordo com Aleixo, o estudo divulgado na terça-feira atende à demanda dos próprios senadores que querem ouvir o posicionamento dos cientistas. "Trazemos uma posição mais clara dos pontos que merecem maior atenção. Esperamos que esse texto tenha grande impacto, que seja levado em consideração, porque a briga política entorno do Código é grande", avalia Aleixo.